Eleição 2018: Primeiro debate reúne 8 candidatos a Presidência

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Eleição 2018: Primeiro debate reúne 8 candidatos a Presidência (Foto: Divulgação) Eleição 2018: Primeiro debate reúne 8 candidatos a Presidência

O primeiro debate entre presidenciáveis realizado, ontem, pela Band alcançou 8 pontos no Ibope. O evento também bateu recorde de visualizações de lives no YouTube no Brasil, com a marca de 390 mil visualizações simultâneas no canal de jornalismo da emissora.

Estiveram presentes, Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT). Entre as questões mais discutidas estavam o déficit fiscal, corrupção entre outras coisas.

Logo no primeiro bloco do debate, Boulos e Bolsonaro se enfrentaram e o candidato do PSOL acusou o outro de racista, machista e homofóbico. Já Marina Silva foi direto na questão das alianças que estão sendo formadas ao redor de Geraldo Alckmin.

Já Álvaro Dias declarou que pretende acabar com todos os privilégios das autoridades e, com segurança. “Tenho certeza que Sergio Moro apoiará o fim de todos os privilégios das autoridades. Mais importante do que o candidato possa dizer durante a campanha é o que ele foi, o que ele fez, como fez, se tem passado limpo e se tem experiência administrativa. E que experiência administrativa teve”, declarou

Além disso, o Cabo Daciolo ressaltou a importância do seu nome nas pesquisas de intenção de votos. “Vamos entrar com uma auditoria na dívida pública. Vamos pegar a fundo os sonegadores porque nós temos 400 bilhões de sonegadores. Entre os sonegadores, temos banqueiros, temos emissoras, temos diversos sonegadores. Dinheiro é o que mais tem. Renúncias fiscais que passam de R$ 300 bilhões. Vamos investir em educação, sim. Os profissionais da educação têm piso salarial de R$ 2,5 mil em contrapartida um parlamentar está recebendo R$ 33 mil, existe um equívoco. Quando falamos em baixar tributos, a receita automaticamente vai aumentar. Isso foi adotado nos EUA, nos países com grande potência”, afirmou Daciolo.

Já Geraldo Alckmin deixou claro que é favorável à reforma trabalhista. “A reforma trabalhista foi um avanço. Um grande desafio não só do Brasil, mas do mundo inteiro é o emprego e renda. É evidente que a tecnologia permite produzir mais com menos gente. Nós tínhamos uma legislação do século passado, autárquica, de cima para baixo. Passamos a ter uma relação moderna. O que nós tínhamos era um grande cartório. Dezessete mil sindicatos no Brasil. Aliás, o mais estranho é que são 12,5 mil de trabalhadores com mais de 5 mil sindicatos patronais. É um verdadeiro cartório, mantido com o imposto sindical. A maioria não fez nem convenção coletiva. Nós vamos, sim, prestigiar aqueles sindicatos que representam os trabalhadores. Defender os direitos do trabalhador. O caso das mulheres grávidas, por exemplo, merece uma correção, mas a mudança da reforma trabalhista é necessária”, explicou.

Por outro lado, Henrique Meirelles afirmou que pretende ser presidente da República baseado em história. “Quando assumi o cargo de presidente do Banco Central, escolhido por um presidente contra o qual tinha feito campanha, no entanto, ele reconheceu minha qualificação para assumir o cargo e assumi o cargo para desempenhá-lo com vigor pensando em você, pensando no seu emprego e na sua renda. Voltei ao governo com a mesma visão: o importante é o resultado”, disse.

E para finalizar, Ciro Gomes declarou que tem um sonho de servir ao Brasil e irá começar com o compromisso de restaurar a atividade econômica, gerando 2 milhões de empregos já no primeiro ano. Vale destacar que esse foi o primeiro debate entre os candidatos a Presidência 2018.

(Redação - Investimentos e Notícias)