Reforma da Previdência, alta do desemprego e PIB foram os destaques da semana

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Reforma da Previdência, alta do desemprego e PIB foram os destaques da semana Foto: Divulgação Reforma da Previdência, alta do desemprego e PIB foram os destaques da semana

Após se aproximar aos 100 mil pontos, o principal índice da bolsa brasileira recuou mais forte nessa semana. As negociações entre o Executivo e o Congresso em torno da reforma da Previdência ainda não dão sinais de avanços consistentes, o que esfria os ânimos dos investidores.

No exterior, as negociações entre Estados Unidos e China e americanos e norte-coreanos não deram os frutos esperados. A esperança inicial em torno das cúpulas foi frustrada quando ambas terminaram sem acordos concretos.

POLÍTICA

Negociações em torno da Previdência seguem lentas
Todas as atenções continuam voltadas para o trâmite da reforma da Previdência. O Executivo busca negociar alguns pontos sensíveis com o Congresso, como a redução proposta para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Segundo O Estado de S. Paulo, Jair Bolsonaro já teria admitido aceitar alterações no texto da reforma, antes mesmo de começar o trâmite de fato na Câmara. O objetivo seria conseguir uma aprovação mais rápida em troca.

De outro lado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que a proposta será votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), somente após governo enviar a proposta também da aposentadoria dos militares.

ECONOMIA

Desemprego volta a subir no início do ano
O IBGE divulgou a taxa de desemprego brasileira, a qual atingiu 12% em janeiro, ante 11,6% no final do ano passado. É a primeira vez que o indicador apresenta alta desde março de 2018.

Contudo, o crescimento é comum para o mês de janeiro, em virtude das demissões dos cargos temporários de final de ano.

Ainda, a economia brasileira gerou 34.313 empregos com carteira assinada em janeiro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) divulgados nesta quinta-feira (27).

PIB brasileiro cresce 1,10% em 2018
Em outra divulgação do IBGE, o órgão sinalizou que a economia brasileira cresceu 1,10% em 2018. Na comparação trimestral, o indicador ficou praticamente estável ao apresentar alta de 0,1%

O destaque fica para o crescimento de 4,1% no investimento após 3 anos consecutivos de queda e para o avanço de 1,3% do setor de serviços, o principal da economia brasileira.

CENÁRIO CORPORATIVO

Assembleia da Embraer aprova acordo com a Boeing
Os acionistas da Embraer (EMBR3), por meio de uma assembleia geral extraordinária (AGE), aprovaram na terça feira (26) o acordo com a norte-americana Boeing. Este acordo consiste na venda de 80% da divisão comercial da Embraer, avaliada em US$5,26 bilhões, para a Boeing.

A votação ocorreu após revogação da decisão da Justiça Federal de São Paulo, que havia suspendido a AGE. Isso representa o penúltimo passo para a finalização do acordo, que ainda precisa ser autorizado pelas autoridades regulatórias.

Temporada de balanços a todo vapor
A temporada dos balanços do 4º trimestre de 2018 continuou ao longo desta semana. Dentre as empresas com maior peso no Ibovespa, tivemos a divulgação de Petrobras (PETR4), Ambev (ABEV3) e BR Foods ( BRFS3).

A primeira registrou lucro líquido de R$2,1 bilhões, o primeiro resultado positivo desde 2013. Já a segunda apresentou um aumento de 7,7% no seu lucro líquido, porém com crescimento de vendas decepcionante, o que acabou por ocasionar uma desvalorização de 6,15% na quinta feira (28).

Privatização da Eletrobras segue no radar
O ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, informou na quarta-feira (27) que uma proposta de privatização da Empresa deve ficar pronta até junho. As prioridades seriam a capitalização e a retomada de investimentos.

A conclusão do processo de privatização depende de tramitação no Congresso Nacional, sendo que existe a possibilidade de que o governo federal passe a deter uma golden share da companhia.

Ibovespa volta a operar no campo negativo após duas semanas operando em leve alta
Em uma semana de realização de lucro, o principal índice brasileiro encerra em queda de 3,5%, após duas semanas de leve alta.

Alguns entraves que dificultam a aprovação da reforma da Previdência, acompanhados de tensões internacionais, ditaram o ritmo da Bolsa brasileira, que teve o movimento de baixa acentuada no pregão de quinta-feira (28).

O cenário observado acabou sendo amparado pela queda de ativos de forte peso no Ibovespa, como os bancos, Petrobras e Vale.

Dessa forma, o Ibovespa encerra próximo à região de 94.300 pontos, importante suporte que, se respeitado, pode levar o índice a retomar o movimento altista. Do contrário, a perda desse patamar pode reverter a tendência de alta observada no início do ano.

INTERNACIONAL

Acordos comerciais entre Estados Unidos e China
O representante de comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, sinalizou que ainda é cedo para afirmar se a China aceitará ou não as exigências impostas pelos EUA. Segundo ele, o governo norte americano almeja um acordo com mudanças estruturais significativas.

Apesar do que foi afirmado por Lighthizer, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu declarações otimistas que levantaram a expectativa de um acordo iminente entre os dois países. O presidente sinalizou ainda que decidiu estender a data limite para a imposição das tarifas sobre os produtos chineses.

Dessa forma, as bolsas norte-americanas ficaram lateralizadas ao longo da semana, ao passo que o Xangai Composto apresentou uma alta no fim da semana, após uma congestão.

Cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte
A reunião realizada entre Donald Trump e Kim Jong-un, o líder da Coreia do Norte, acabou na quinta-feira (28). O encontro teve fim de forma antecipada e sem nenhum novo acordo.

Dessa forma, foram renovadas as dúvidas sobre o desarmamento da Coreia do Norte, uma vez que Kim solicitava o fim das sanções impostas ao seu país, o que não foi aceito por Trump.

Trump critica preço do petróleo
O presidente Trump sinalizou, por meio de uma rede social, que os preços do petróleo, na sua concepção, estariam muito altos.

Essa alta não seria sustentável devido aos elevados estoques de petróleo. Como consequência, os preços do petróleo apresentaram queda significativa, o que acabou impactando os preços da Petrobras.

(Redação - Investimentos e Notícias)