Quatro circuit breakers em uma semana

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Quatro circuit breakers em uma semana (Foto: Pexels) Quatro circuit breakers em uma semana

Para quem acompanhou a semana de perto, parece que ela durou um mês. Para quem vinha seguindo o mercado neste ano, a queda desta semana fez as anteriores parecerem brincadeira de criança.

Foram quatro circuit breakers (CB), aqueles momentos em que a Bolsa cai tanto em um único dia que a B3 para todas as negociações primeiramente por 30 minutos, podendo suspender num segundo momento por 1 hora até que os investidores se acalmem. Em quase todo os casos, funcionou. Tanto quarta-feira (11) quanto quinta-feira (12) o Ibovespa recuperou parte das quedas depois de acionados os CBs. Na semana, o Ibov amargou 15,6% de queda.

Por mais assustador que pareça, para quem estava posicionado acima dos 110 mil pontos, o momento não é de pânico, é apenas de reajuste de estratégia. Diversas ações já passam a custar uma fração de seu preço justo, mesmo se levarmos em conta os impactos negativos da epidemia e das quarentenas que vão sendo implementadas mundo afora.

É provável que não tenhamos chegado ainda no fundo do poço. O coronavírus continua a se espalhar e impactar os mais diversos setores, mesmo assim, já chegamos no ponto de compras. Não precisa ser tudo de uma vez, mas quem for comprando aos poucos tem tudo para ver belos resultados ao longo dos próximos anos e conforme a situação seja controlada.

Empresas

Com toda a turbulência nos mercados, em uma semana com quartro circuit breakers, apesar do mercado ter perdido a referência e a racionalidade no que tange os resultados, preços e fundamentos de cada empresa, a temporada de balanços seguiu normalmente.

A Yduqs (YDUQ3), antiga Estácio, sentiu o impacto da redução do FIES na modalidade de educação presencial. A Empresa apresentou resultados com queda na receita, no lucro líquido ajustado e margens mais apertadas.

Já a Qualicorp (QUAL3) sentiu a pressão com o aumento nas despesas e apresentou retração de cerca de 30% no lucro líquido no 4T19 em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento das despesas muito se deve a efeitos não recorrentes (atípicos).

Divulgaram também seus resultados: Taesa (TAEE11), brMalls (BRML3), Aliansce Sonae (ALSO3), BR Distribuidora ( BRDT3), SLC Agrícola ( SLCE3) e Movida (MOVI3).

Pregão 

Você, investidor, que sobreviveu a 4 pregões de circuit breaker, pode se considerar um vencedor. Foram 4 interrupções da B3 numa mesma semana. Nesta seção, que geralmente falamos do maior destaque, vamos falar sobre as maiores quedas da semana. 

Em terceiro lugar, mas não menos importante, a queridinha das companhias aéreas: Azul (AZUL4). A Companhia caiu 37,4% na semana e viveu um tempo bem nublado aolongo dos dias. Mesmo com a orientação do ministro da Economia para que as aéreas procurassem os bancos públicos na tentativa de ajudar o setor, as empresas do segmento fecharam a semana em fortes quedas, ainda que tenham recuperado parte do movimento no pregão de hoje (13). 

Em segundo lugar, caindo 38,9%, a nossa protagonista da série “Não tenho, não tive e não penso em ter”: IRB Brasil Resseguros (IRBR3). Se não entendeu a referência, provavelmente você não acompanhou nosso relatório da semana passada, quando abordamos a saga da IRB x SQUADRA x Warren Buffet, mas dando uma breve recapitulada: a Squadra soltou um relatório para o mercado informando que os resultados divulgados pela IRB não eram tão transparentes assim. Depois de muitas quedas, soltou-se uma fake news de que a empresa de Warren Buffet aumentaria sua posição na IRB, mas o senhor Buffet desmentiu tudo, derrubando ainda mais o papel. E, nesta semana, quem disse que “não tinha como cair mais”, viu que não era bem assim. 

Em primeiríssimo lugar, apresentando queda de 47,5% na semana, ela: Gol (GOLL4). Essa queda mais exagerada da Gol acabou sendo sustentada pelas preocupações com a disseminação do coronavírus, ou seja, passagens aéreas baratas, dólar caro. Em resumo, ninguém quer viajar. 

Com isso, fechamos nosso pódio, pelo menos na semana passada. E mesmo que esteja todo mundo em pânico, a orientação é: nada de pânico. Também não é para sair comprando tudo como se fosse uma grande black friday. Compre com moderação.

(Redação – Investimentos e Notícias)