Mulheres se destacam como investidoras na Bolsa de Valores

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Mulheres se destacam como investidoras na Bolsa de Valores (Foto: Pexels) Mulheres se destacam como investidoras na Bolsa de Valores

O número de investidores ativos na Bolsa de Valores tem crescido e, dentre os novos perfis cadastrados, um em especial tem chamado atenção: o das mulheres. O público feminino está cada vez mais presente no mundo dos investimentos e a grande novidade é que elas têm começado ainda mais cedo do que imaginamos. Em levantamento divulgado pela própria B3, em maio, o número de mulheres na bolsa atingiu a marca de 598 mil, um crescimento de 295.38% nos últimos dez anos.

Ainda segundo o relatório, o percentual de mulheres em relação do total de homens, representa apenas 24,05% dos investidores, uma média que passou por poucas alterações durante a década, ficando em 23,97%. No entanto, quando é avaliado o perfil do investidor por faixa etária, e especialmente aqueles de até 15 anos, um total de 8.760 investidores individuais, cerca de 3.959 são meninas, um percentual de 45,19%.Todo esse público jovem é formado por crianças e adolescentes que, é claro, tiveram a conta aberta na Bolsa de Valores por seus responsáveis legais, mas, também, já representa um reflexo de como a educação financeira, aplicada desde a infância, pode influenciar positivamente uma nova geração de investidores e principalmente o público.

"Culturalmente, as mulheres costumam delegar a gestão dos seus investimentos aos homens da família, seja por falta de tempo, já que as mulheres trabalham em média 8 horas a mais por semana dedicando-se também às tarefas do lar ou por terem menos recursos financeiros, já que as mulheres tendem a ganhar 22,1% menos do que os homens", contextualiza Luciana Ikedo, assessora de investimentos e sócia-fundadora do escritório Ikedo Investimentos. "Toda essa movimentação feminina na B3 posiciona a educação financeira também como uma importante ferramenta de igualdade de gênero no mercado financeiro, tendo em um primeiro momento, os pais como principais ativadores dessa transformação", afirma a assessora.

O percentual de meninas até 15 anos é o maior quando considerada a faixa etária, mas, logo em seguida, o relatório também posiciona as mulheres mais velhas com uma presença significante também. Atualmente, mulheres entre 56 e 65 anos, representam 30% dos investidores na B3 e aquelas com mais de 66 anos, 30,23%. Para Luciana, o incentivo à mulher investidora traz estabilidade, confiança e independência para que haja um empoderamento e realize os seus próprios projetos pessoais, tornando-se a principal protagonista de sua vida. "A educação financeira é o principal caminho para desmistificar esse cenário. Seja em casa, na escola ou em palestras e outras formações, ensinar mais meninas e mulheres a investirem são estratégias importantes para reverter este quadro", finaliza Luciana.

(Redação – Investimentos e Notícias)