Mercado brasileiro segue notícias internacionais

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Mercado brasileiro segue notícias internacionais (Foto: Pexels) Mercado brasileiro segue notícias internacionais

Já faz algum tempo que o mercado brasileiro vai seguindo as notícias internacionais e a semana passada não foi diferente. A aproximação entre Estados Unidos e China animou os investidores. Donald Trump chegou a adiar a imposição de algumas tarifas como um “presente” (palavras dele, não minhas) para a comemoração de 70 anos da ascensão do Partido Comunista Chinês. Nada está resolvido, mas o clima é bom.

No Brasil, a tramitação da reforma da Previdência segue devagar, ao mesmo tempo em que o Senado estuda como incluir estados e municípios nela. Enquanto isso, o anúncio da chegada de um novo serviço da Amazon abalou o setor de varejo, a Lei das Teles finalmente foi aprovada e a Embraer disparou com o lançamento de um novo modelo de aeronaves.

De acordo com analistas da Toro Investimentos, apesar do ritmo mais morno, essa semana teremos decisão de taxas de juros tanto aqui como nos Estados Unidos. Se vierem quedas e se vierem acima do que o mercado espera, juros baixos tendem a impulsionar a Bolsa. 

Previdência

A reforma da Previdência já está na boca do gol, mas os últimos passos vão se arrastando e parte dela pode escorregar para o ano que vem. Na semana passada, por exemplo, o Senado planejava votar a reforma em plenário, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não conseguiu costurar acordos com a oposição e a votação ficou para essa semana.

Além do texto principal, já aprovado no Câmara dos Deputados, tramita também a chamada “PEC paralela”, que, dentre outros temas, deve incluir estados e municípios na reforma. O modelo atual prevê que cada câmara estadual teria que aprovar uma lei ordinária para que a reforma entre em vigor. Uma vez aprovada, tanto o estado quanto os municípios desse estado passariam a sofrer as alterações previstas na proposta.

O interesse na economia que as mudanças no regime previdenciário podem trazer é geral entre governadores e prefeitos, os quais sofrem ainda mais do que o governo federal com o engessamento de seus orçamentos. Contudo, a matéria é pouco popular entre o eleitorado, de forma que uma PEC que venha diretamente do Congresso tem mais chances de ser aprovada e com menos desidratações.

Por não terem nenhuma obrigação no processo, os prefeitos apoiam o projeto. Os governadores, por outro lado, podem mostrar mais resistência, mas de um modo geral parece que devem acatar a proposta. Mesmo que a PEC principal seja aprovada, a paralela ainda teria que passar pela Câmara, processo que pode não ser resolvido ainda em 2019.

Empresas

A notícia foi: Serviço da Amazon Prime chega ao Brasil. Já foi o suficiente para abalar o mercado, principalmente no segmento varejista. Oferecendo frete grátis e prazo de entrega a partir de 2 dias úteis, o anúncio da empresa americana fez com que ações como Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3) e B2W ( BTWO3) despencassem - B2W foi a que mais sofreu com a notícia, caindo quase 9% na semana.

Mas ao que tudo indica foi só um susto, mesmo se posicionando de forma agressiva a Amazon ainda precisa estruturar sua operação de e-commerce no Brasil, ampliar seu número de produtos ofertados e ainda cumprir seu audacioso plano de entrega em 48 horas. 

Tanto é que no pregão de quarta-feira (11) as ações das varejistas recuperaram parte das perdas do dia anterior. O movimento de retorno foi amparado pela divulgação das vendas do varejo em julho que demonstraram crescimento de 1%, indicando que o próximo trimestre deve ser favorável para o setor. 

De todo modo, é importante que as varejistas nacionais fiquem de olho aberto com a estadunidense e continuem inovando em sua plataformas de varejo online.

Mundo

O clima foi amistoso nesta semana e os mercados reagiram bem à sinalização de um acordo entre EUA e China. Na quarta-feira (11) o governo chinês isentou produtos americanos de serem impactados pela alíquota de 25% implantada ano passado, porém manteve a taxação para os produtos agrícolas. 

Enquanto o gigante asiático celebra a tomada de poder há 70 anos do Partido Comunista, Donald Trump, em um gesto de boa vontade, como o próprio comentou no twitter, adiou para o dia 15 o aumento em 5% das tarifas sobre cerca de US$250 bilhões sobre produtos chineses, que seriam aplicadas em 1º de outubro. Nesse clima de festa e troca de presentes, mesmo sem confirmação do governo chinês, a China pode considerar permitir a retomada das importações de produtos agrícolas dos EUA, que incluem soja e carne de porco. Donald Trump, inclusive, afirmou que prefere fechar um acordo completo com os chineses. 

Esse noticiário de calmaria na guerra comercial animou os mercados na semana, que subiram em sua maioria mais que 1,0%. Destaque para o índice japonês Nikkei, que avançou 3,72%, e o alemão DAX, que avançou 2,24%.

(Redação – Investimentos e Notícias)