Máximas históricas no Ibovespa foram destaques na semana passada

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Máximas históricas no Ibovespa foram destaques na semana passada Foto: Divulgação Máximas históricas no Ibovespa foram destaques na semana passada

A primeira semana de 2019 foi marcada pelo atingimento de máximas históricas no Ibovespa, repercutindo o otimismo dos investidores com a posse do governo de Jair Bolsonaro e com as primeiras medidas sinalizadas.

No exterior, o mercado operou em baixa na maior parte da semana, revertendo para o positivo após dados positivos de emprego nos Estados Unidos e de fala mais amena do presidente do Federal Reserve, banco central americano.

POLÍTICA

A primeira semana do ano foi marcada pela posse do novo presidente e pelas primeiras medidas anunciadas por sua administração. Na quinta-feira (03), Bolsonaro anunciou que sua proposta de reforma da Previdência prevê a idade mínima de 62 anos para homens e 57 para mulheres com aumento gradativo: aumento de um ano a partir da promulgação da medida e outro em 2022.

O plano também estabelece diferenças de idade mínima de acordo com a categoria profissional e a expectativa de vida. O presidente destacou que as medidas visam principalmente a previdência dos servidores públicos, o que, segundo ele, é o maior peso na Previdência pública.

Na última terça-feira (01), o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, anunciou apoio para a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara dos Deputados. O PSL detém a segunda maior bancada da Câmara e se junta a partidos como o PSDB e o PRB que já declararam apoio a Maia.

Esses apoios são bem vistos pelo mercado pois podem dar celeridade para a votação de reformas importantes, dentre elas a da Previdência. Vale frisar que após a confirmação do apoio do PSL à Rodrigo Maia, os partidos de oposição já se movimentam para lançar, provavelmente, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) para a disputa.

ECONOMIA - BRASIL

Na quarta-feira (02), o Ministério da Economia reportou dados da balança comercial de 2018. O saldo da balança foi de U$58,30 bilhões, segundo melhor desempenho em 29 anos. As exportações somaram U$239,50 bilhões, enquanto as importações totalizaram U$181,20 bilhões.

Ainda de acordo com o Ministério, houve aumento nas principais categorias econômicas: bens de capital (US$28,60 bilhões, +76,5%); bens intermediários (US$104,90 bilhões, +11,6%); bens de consumo (US$25,50 bilhões, +9,1%); e combustíveis e lubrificantes (US$ 22,00 bilhões, +24,9%).

CENÁRIO CORPORATIVO

Na sexta-feira (04), as ações da Fibria foram convertidas em ações da Suzano Papel e Celulose e passaram a ser negociadas com o ticker SUZB3, como parte de uma das etapas finais da fusão entre as duas Companhias do setor de celulose.

Na primeira semana do ano, o principal índice brasileiro encerrou todas as sessões no campo positivo, vindo na contramão das bolsas internacionais. A posse de Jair Bolsonaro e a expectativa do mercado em relação às futuras medidas econômicas, que visam desburocratizar e simplificar a economia, tiveram maior peso para o cenário doméstico do que o pessimismo do mercado lá fora.

Ainda sobre o novo governo, o anúncio do PSL, partido do atual presidente, de apoiar a reeleição de Rodrigo Maia à presidência da Câmara dos Deputados reafirmou o otimismo do mercado, que chegou a bater máximas históricas. 

A grande maioria dos ativos tiveram ganhos na semana, mas o grande destaque ficou para a repercussão do leilão das últimas seis distribuidoras da Eletrobras (ELET3), que nos últimos 20 anos ofereceram prejuízo para a Companhia, e para a manutenção do atual presidente da estatal.

Já na primeira sessão do ano, as ações da elétrica apresentaram alta de 20,72%, confirmando a movimentação altista que comentamos na semana passada. Dessa forma, o ativo segue em um viés majoritariamente positivo. No entanto, após as sucessivas altas podemos observar uma correção nos preços para os próximos dias.

MUNDO
EUA

Na primeira semana do ano, os mercados internacionais operaram inicialmente em baixa, puxados por números fracos da economia chinesa e pela fala do CEO da Apple que sinalizou importante retração na receita da Companhia no último trimestre de 2018. Nesse cenário, os índices americanos perderam mais de 2,5% apenas na quinta-feira (03), seguindo a queda de mais de 10% nas ações da Apple.

Contudo, na sexta-feira (04) os números do mercado de trabalho americano mostraram forte alta, ao mesmo tempo em que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou que a autoridade monetária não vê riscos inflacionários nesse cenário. A fala de Powell diminui as apostas em altas dos juros americanos e deram fôlego aos mercados acionários. As praças europeias e americanas viraram para o positivo e os índices de Nova York apresentaram mais de 3% de ganho apenas na sexta-feira.

(Redação - Investimentos e Notícias)