Ibovespa tenta se recuperar

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Ibovespa tenta se recuperar (Foto: Pexels) Ibovespa tenta se recuperar

O Ibovespa tenta se recuperar após cenário otimista com os trâmites da reforma, porém, o cenário externo pressionou fortemente o dólar que alcançou R$4,00 na quinta-feira (25), dificultando a recuperação do índice.

Política

De acordo com analistas da Toro Investimentos, a semana teve como foco a evolução do trâmite da Reforma da previdência. Muito se pautava quanto à desidratação do texto e se, ao longo de 10 anos, a economia gerada poderia alcançar a casa de 1 trilhão. 

Mas, ao passo em que a semana foi evoluindo, a novela foi ganhando novos capítulos. O Centrão, de certa forma, dificultou o caminho e, por isso, alguns acordos e concessões foram firmados.

Na terça-feira (23) foi aprovada a admissibilidade da PEC da reforma da previdência, por um placar de 48 votos a favor e 18 contra.
Entretanto, o que surpreendeu o mercado foi a agilidade demonstrada por Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e suas trocas de farpas com o Presidente, na qual indagou uma maior presença de Jair Bolsonaro em todo o processo.

Na quinta-feira (25) observamos mais um avanço, a instalação da Comissão Especial e os nomes para a presidência da comissão, Marcelo Ramo (PR) e do relator, Samuel Moreira (PSDB). Todavia, a evolução foi positivamente precificada e agora temos um cronograma para o processo de aprovação da reforma.

Economia

A semana iniciou com o Relatório Focus trazendo uma diminuição da expectativa, pela oitava vez seguida, do crescimento do PIB e da inflação em 2019, sendo esperado 1,71% e 4,01% respectivamente com ritmo enfraquecido da indústria. 

Também foi divulgado na quarta-feira (24) o Índice de Evolução de Emprego do CAGED, que veio aquém do esperado com resultado negativo de 43 mil vagas de emprego fechadas em março. Esse resultado evidenciou a dificuldade de consolidação da economia e a necessidade da aprovação da reforma da Previdência que traria, além da economia nas contas públicas, uma volta da confiança no mercado brasileiro.

Na quinta-feira (25), vimos o IPCA-15 (prévia do IPCA - índice que mede a inflação no período) demonstrando um aumento de 0,72%, ficando em 4,71% no mês de abril, aceleração superior à vista no mês passado, onde teve resultado de 0,54%.

Empresas

A Lojas Renner (LREN3) anunciou na segunda feira que Fábio Adegas Faccio foi eleito o novo diretor-presidente da companhia, substituindo José Galló, que deixa o cargo após 27 anos no comando da Empresa.

A Magazine Luiza (MGLU3) está em negociação para ter exclusividade na compra da Netshoes ($NETS). Está também em discussão o preço de US$3 por ação, sendo que na Bolsa de Nova York (NYSE) o papel é cotado a US$2.

Ivan Monteiro renunciou ao cargo de vice-presidente financeiro e relações com investidores da BRF (BRFS3) por recomendação médica.

A Randon (RAPT4) divulgou nesta segunda-feira (22) seus resultados referentes ao 1T19, e apresentou crescimento de 9,4% na receita líquida.

A Via Varejo (VVAR3) reverteu o lucro apresentado no 1T18 reportando prejuízo líquido de R$49 milhões no 1T19.

A Weg (WEGE3) divulgou na terça-feira (23) os resultados referentes ao 1T19 que apresentaram um crescimento de 7,70% no lucro líquido.

Bradesco (BBDC4) divulga na quinta-feira (25) os resultados do primeiro trimestre do ano, supera as expectativas do mercado e reporta lucro líquido de R$6,24 bilhões.

A Lojas Renner (LREN3) apresentou crescimento de 45% no lucro líquido do 1T19 em comparação ao 1T18.

A Localiza (RENT3) teve lucro de R$210,8 milhões no 1T19, alta de 19,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Pela 2ª semana consecutiva o Ibovespa encerra em alta

Novamente as articulações acerca da reforma da Previdência tomaram a atenção dos investidores, que aguardaram pela repercussão que a nova sessão da CCJ poderia causar no mercado. De fato, na terça-feira (23) vimos o Ibovespa operando no campo positivo após a tramitação da PEC ganhar um novo capítulo, com a aprovação na CCJ que ocorreu com folga no placar. 

Após de três sessões no campo positivo, o Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (24) em queda, ligando o sinal de alerta dos investidores para os possíveis desafios que poderiam vir pela frente. Mas, para surpresa de todos, a instalação da Comissão Especial da Previdência na Câmara realmente aconteceu.

Dessa forma observamos a Bolsa brasileira encerrar a semana em tom positivo. Cautelosos com os próximos dias, o mercado segue atento para as movimentações de Brasília.

A guerra dos preços no segmento de atuação da Cielo impactou negativamente as ações da companhia na semana. Depois da Rede, credenciadora de cartões do Itaú, zerar a taxa de antecipação de recebíveis no crédito à vista as ações da Cielo chegaram a cair quase 9%.

Na quarta-feira (24), vimos o mercado absorvendo os resultados do 1T19 da empresa. Oscilando entre altas e baixas as ações fecharam o pregão caindo mais de 4%, com o anúncio de que a financeira pretende se posicionar diante das iniciativas dos concorrentes. 

Por fim, CIEL3 encerrou a semana caindo mais de 7%. O ativo encerra o pregão de sexta-feira perdendo um importante suporte na região dos R$7,95. Esse patamar de preço não era alcançado desde 2012.

Mundo

No início da semana, os mercados internacionais operaram com volume reduzido com as bolsas europeias fechadas durante o feriado de Páscoa. Já na terça-feira (23) os preços do petróleo dispararam após a Arábia Saudita informar que planeja proposta cautelosa ao impacto das sanções americanas sobre o Irã.

Os mercados operavam majoritariamente em alta, exceto na China onde o índice Xangai Composto apresentava queda.

O Facebook apresentou resultado animador com forte crescimento nas vendas e os papéis chegaram a subir mais de 7% na quarta-feira, impulsionados pelo Instagram, que faz parte do grupo. O setor de tecnologia em geral apresentou balanços fortes.

Porém, o clima nos mercados ao longo da semana era pessimista, sendo puxado por ações do setor industrial, com indicadores de confiança da Alemanha e França vindo abaixo das projeções do mercado.

No final da semana, vimos os dados do PIB norte-americano surpreenderem as expectativas, mostrando crescimento de 3,2%, frente aos 2,3% projetados pelo mercado. Porém, após analistas constatarem que apesar de crescer mais que as projeções, a pressão inflacionária está reduzida.

O mercado reverteu a reação imediata, o que impulsionou o dólar frente às principais moedas e aumentou o apetite por ativos de risco.

No continente asiático, a preocupação dos investidores com a redução dos estímulos econômicos em meio a sinais de estabilização chinesa derrubou o Xangai Composto, que encerrou a semana com uma queda de mais de 5%.

O Banco Central da China afirmou que não tem a intenção de apertar ou relaxar a política monetária, de acordo com o vice-presidente da autarquia, em um momento que é discutido quanto suporte a mais Pequim fornecerá à economia local, após dados resilientes.

A semana encerrou sem direção definida para os principais índices globais, com destaque para o forte declínio do índice Xangai Composto.

(Redação – Investimentos e Notícias)