Fitch atribui rating AA+(exp) à proposta de debêntures da EDP

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Fitch atribui rating AA+(exp) à proposta de debêntures da EDP (Foto: Pexels) Fitch atribui rating AA+(exp) à proposta de debêntures da EDP

A Fitch Ratings atribuiu, hoje, Rating Nacional de Longo Prazo 'AA+(exp)(bra)' (AA mais (exp)(bra)), com Perspectiva Estável, à proposta da segunda emissão de debêntures da EDP Transmissão SP-MG S.A. (EDP SP-MG), no montante de BRL800 milhões, com vencimento em julho de 2039.
O rating da proposta de emissão reflete o estágio inicial de construção do projeto, coberto por garantia corporativa do acionista EDP Energias do Brasil S.A. (EDP Brasil, não avaliado). Também reflete a relativamente baixa complexidade da operação, da manutenção e dos investimentos ao longo da vida do ativo, contemplando a natureza estável e previsível das receitas baseadas em disponibilidade.

As debêntures são seniores, amortizáveis, indexadas ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e não contam com conta reserva de serviço da dívida nem cascata de pagamentos definida. A transação apresenta risco de refinanciamento, uma vez que o empréstimo-ponte de BRL250 milhões vence em julho de 2020. Tal risco é mitigado pela estrutura da proposta de emissão, que prevê confirmação de rating em caso de endividamento adicional. No caso de a dívida adicional não atender aos termos definidos na escritura, a EDP Brasil se obriga a estender a garantia da segunda emissão até seu vencimento final.

No cenário de rating, que considera o máximo valor permitido para a nova dívida a ser emitida em 2020 e uma taxa de juros estressada, os índices de cobertura do serviço da dívida (Debt Service Coverage Ratios - DSCRs) mínimo e médio são de 1,18 vez e 1,23 vez. O projeto possui breakeven de custos operacionais de 270%, o que, em um contexto de Realistic Outside Cost (ROC) de 20%, resulta em múltiplo de ROC de 13,5 vezes, proporcionando grande flexibilidade para o projeto absorver custos inesperados. Além disso, a estrutura da dívida previne a exposição do projeto a cenários de estresse adicionais, como atrasos e sobrecustos na fase de construção, e risco de liquidez de mercado e futura volatilidade de juros, dado que os recursos para a conclusão do projeto podem vir de dívidas adicionais.

(Redação – Investimentos e Notícias)