DESTAQUES DA SEMANA: Semana marcada pela volatilidade

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DESTAQUES DA SEMANA: Semana marcada pela volatilidade (Foto: Pexels) DESTAQUES DA SEMANA: Semana marcada pela volatilidade

A semana foi marcada pela volatilidade na maioria das Bolsas pelo mundo, após Donald Trump tuitar que subiria a tarifa de 10% para 25% sobre US$200 bilhões em produtos importados da China no domingo (5). A medida entrou em vigor na sexta feira (10). Apesar do impacto negativo nas Bolsas, ambos os países confirmaram que seguem negociando em busca de uma solução para o problema, o que atenuou as quedas e trouxe um pouco de otimismo para os mercados.

O balanço da Petrobras divulgado na terça-feira (7) surpreendeu as estimativas negativamente. O lucro de R$4,2 bilhões foi 40% menor que o do primeiro trimestre do ano passado, justificado por impactos contábeis não recorrentes.

Na sexta-feira (10), o mercado repercutiu também os resultados da Vale, que registrou seu primeiro EBITDA negativo da história. Essa foi a primeira divulgação de resultado após o rompimento de barragem em Brumadinho (MG) e foi também afetada por uma redução no volume de vendas de minério por interrupções de produção. As despesas com custos legais e obrigações relacionadas ao desastre fizeram com que a Vale registrasse prejuízo líquido de R$6,42 bilhões.

“Em ambos os casos, seguimos otimistas com os papéis por se tratarem de impactos pontuais e que devem ser revertidos ao longo dos próximos trimestres”, disseram analistas da Toro Investimentos.

Política

Depois de muitos atritos com o Congresso, o presidente Jair Bolsonaro apresentou um sinal positivo de articulação nesta semana. A ideia foi de dividir o atual Ministério do Desenvolvimento Regional em dois e apontar um aliado de Rodrigo Maia (presidente da Câmara) como ministro.

O mercado repercutiu bem a notícia, uma vez que quebra com o discurso corrente do presidente de que não negociaria nem faria nomeação de cargos para agradar o Legislativo em troca de apoio. Mais que isso, o agrado a Maia, pode trazer consigo o poderoso bloco do Centrão para a aprovação da reforma da Previdência. Sem esse conjunto de parlamentares, qualquer aprovação de projeto na Câmara fica bastante comprometida.

Economia

O Banco Central manteve mais uma vez a Taxa Selic em sua mínima histórica (6,50% a.a.). A autoridade monetária reconheceu a lentidão da economia brasileira, o que poderia requerer novas reduções nos juros, mas apontou cautela por conta das incertezas fiscais. Dentre essas, fica mais uma vez no destaque as dificuldades com a aprovação da reforma da Previdência. Estas podem trazer pressões inflacionárias no futuro caso o governo não consiga controlar seu endividamento.

A dificuldade de retomada de economia se refletiu em mais um dado divulgado na semana: o percentual de famílias endividadas aumentou em abril e atingiu 62,7%. Em março, o indicador marcava 62,4% e, em abril do ano passado, 60,2%.

Já quanto à inflação, o IBGE divulgou o IPCA do mês de Abril apresentando alta de 0,57%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,94%.

Empresas

A Petrobras (PETR4) elevou o preço do diesel em R$0,0577 seguindo os preços do petróleo no mercado internacional. O preço médio do Diesel S500 e S10 vendido às distribuidoras sem tributos está em R$2,29 e R$2,32 respectivamente.

A Braskem (BRKM5) informou que talvez não seja capaz de entregar até o prazo de 16 de maio os documentos regulatórios às autoridades do mercado americano, o que pode levar à suspensão das negociações do ativo nos EUA.

Na terça-feira (7) a justiça de São Paulo acatou pedido feito pela Swissport cancelando o leilão dos ativos da Avianca no dia. Os principais interessados no leilão eram as aéreas Gol (GOLL4) e a Latam.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) acatou o recurso feito pelo Ministério Público estadual e suspendeu a decisão anterior que permitia a retomada das operações na mina de Brucutu, a maior da Empresa no estado.

Balanços

Ambev (ABEV3) divulgou o balanço referente ao 1T19 e anunciou lucro líquido de R$2,74 bilhões, avanço de 6,20% em relação ao 1T18.

A Magazine Luiza (MGLU3) apresentou um lucro líquido de R$132,1 milhões, retração de 10,4% frente ao resultado do 1T18.

A Petrobras (PETR4) anunciou seus resultados apresentando um lucro líquido de R$4,03 bilhões, queda de 42,1% em relação ao 1T18, refletindo alterações em regras contábeis.

O Instituto Hermes Pardini (PARD3) registrou uma redução de 1,9% no lucro líquido frente ao resultado apresentado no 1T18.

A Tim (TIMP3) anunciou os resultados do 1T19 registrando uma queda de 51% no lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano passado.

A Sanepar (SAPR11) reportou crescimento de 16,4% no lucro líquido no 1T19 em relação ao 1T18.

Gerdau (GGBR4) apresentou crescimento de 1,8% no lucro líquido do 1T19 frente ao mesmo período do ano passado.

O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou lucro de R$4 bilhões no primeiro trimestre de 2019, crescimento de 45,7% em relação ao 1T18.

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) reportou no resultado do 1T19 lucro líquido de R$155 milhões, estável em relação ao mesmo período do ano passado.

A MRV Engenharia (MRVE3) informou expansão de 18,2% no lucro líquido do 1T19 frente ao 1T18.

A Azul (AZUL4) reportou queda de 20% no lucro líquido do 1T19 na comparação anual.

A Vale (VALE3) apresentou prejuízo líquido de R$6,4 bilhões no primeiro trimestre, pior resultado desde 2015, refletindo as provisões que a Companhia realizou em função do rompimento da barragem de Brumadinho.

O Carrefour (CRFB3) registrou lucro de R$441 milhões no 1T19, valor 58% superior ao apresentado no 1T18.

A Sabesp (SBSP3) reportou crescimento de 12% no lucro líquido do 1T19, totalizando R$647,3 milhões no período.

As Lojas Americanas (LAME4) reportou prejuízo líquido de R$53 milhões no primeiro trimestre de 2019.

Ativos em destaque

Finalmente as ações da MRV (MRVE3) conseguiram romper a congestão que vinha sendo respeitada desde o início de fevereiro e ao longo da semana o ativo não operou um dia sequer em território negativo. 

Esse movimento de mais de 8% foi amparado pelo otimismo do mercado acerca do resultado do balanço do 1T19 que seria divulgado na quarta-feira (08). De fato, a Companhia conseguiu surpreender positivamente, reportando crescimento em seu lucro líquido de 18,20% e de 23,90% em sua receita líquida. 

O rompimento da região de R$14,80 gerou o gatilho para uma oportunidade na compra do papel que chegou a superar seu topo histórico. 

O resultado positivo do primeiro trimestre de 2019 do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) não foi suficiente para sustentar as altas do ativo que chegaram a cair mais de 12%. A varejista reportou lucro líquido em linha com o mesmo período de 2018, mas surpreendeu com o crescimento de 16,40% no Ebitda. 

Mas para descontentamento dos investidores foi noticiado que o grupo Casino, controlador na América do Sul, estaria estudando diferentes opções estratégicas, como parte da permanente revisão dos seus investimentos. 

As ações da Companhia que já vinham de forte queda desde o pregão de quarta-feira (08), acentuaram o movimento baixista desconfigurando a tendência de alta de curto e médio prazo observada no gráfico diário. Ficamos atentos agora para o desenrolar dessas possíveis mudanças e para uma correção que o ativo possa fazer.

(Redação- Investimentos e Notícias)