DESTAQUES DA SEMANA: Ibovespa supera o patamar dos 97.000 pontos

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DESTAQUES DA SEMANA: Ibovespa supera o patamar dos 97.000 pontos Foto: Divulgação DESTAQUES DA SEMANA: Ibovespa supera o patamar dos 97.000 pontos

O principal índice acionário brasileiro ganhou fôlego nos pregões dos últimos dias 22 e 23 de janeiro, com o impulso dado pela fala do Ministro da Economia, Paulo Guedes, em Davos.

O pronunciamento reforçou o comprometimento com a aprovação da reforma da Previdência e programa de privatizações, que ajudariam a zerar o déficit fiscal.

No cenário externo, observa-se os investidores ainda com aversão aos ativos de risco, refletindo os temores com a desaceleração da economia mundial. Esse fato se acentuou após a divulgação do PIB da China, que teve o pior resultado desde 1990, crescendo 6,6% em 2018.

POLÍTICA
Comitiva brasileira em Davos movimenta o mercado
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) viajou para Davos na noite de domingo (20) para a participação no Fórum Econômico Mundial. Junto com ele, viajaram também o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

O mercado acompanhou os discursos da comitiva em busca de sinalizações sobre as reformas, com especial atenção para a reforma da Previdência.

Na terça-feira (22), o discurso breve de Jair Bolsonaro não trouxe as novas informações que o mercado esperava e acabou derrubando o Ibovespa.

Na quarta-feira (23), por outro lado, Paulo Guedes reanimou o mercado sinalizando que a reforma da Previdência deve reduzir o déficit primário do governo pela metade, enquanto as privatizações devem reduzir a outra metade. A ideia, portanto, é que o governo equilibre suas contas já em 2019.

ECONOMIA BRASILEIRA
Inflação brasileira segue sob controle

No início da semana, o IBGE divulgou o Índice de Preços do Consumidor Amplo dos 15 primeiros dias (IPCA-15). O resultado do mês de janeiro veio abaixo do esperado, 0,30%, ante a projeção de 0,33%. Nos últimos 12 meses, o índice alcançou o patamar de 3,77%, enquanto o esperado era de 3,81%.

Índice de confiança da indústria atinge o maior patamar desde agosto de 2018
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), avançou 2 pontos na prévia de janeiro, na comparação com o resultado de dezembro de 2018.

Com a alta, o indicador atingiu 97,6 pontos, maior patamar desde agosto de 2018. A alta foi puxada pela melhora nas expectativas dos empresários em relação ao futuro dos negócios. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, avançou 0,4 ponto, para 96,4 pontos.

CENÁRIO CORPORATIVO
Petrobras tenta anular autuação bilionária
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve uma autuação de R$1,7 bilhão recebida pela Petrobras (PETR4). A cobrança é relativa à Receita Federal de Imposto de Renda e CSLL de 2012 sobre lucros de empresa estrangeira controlada.

O julgamento da validade da autuação foi suspenso e deve ser retomado em fevereiro. Segundo Valor, a estatal saiu com um voto à frente no que diz respeito à anulação da autuação.

Kroton sobe mais de 11% na semana após apresentar projeções de crescimento
O desafio enfrentado pelas empresas do segmento educacional vem sendo refletido no cenário gráfico, e com Kroton (KROT3) não foi diferente.

Desde o último trimestre de 2017, a companhia vinha apresentando uma expressiva desvalorização dos preços. No entanto, no início de 2019, temos observado a recuperação dos preços, que já apresentavam um cenário de exaustão.

Nessa semana, as ações se valorizaram mais de 11%, após a Holding Educacional divulgar as expectativas para 2019, em especial o possível crescimento de até 5% no seu Ebitda (resultado operacional).

MUNDO
Preocupações com desaceleração e guerra comercial mantém pessimismo global
Os principais mercados globais registram leves perdas nesta semana, seguindo o mau humor deste início de ano. Auxiliando no sentimento pessimista, tivemos nesta semana a divulgação de dados econômicos chineses e a divulgação das projeções para a economia global do FMI, que reforçaram a leitura de desaceleração mundial.

O principal ponto que contrabalanceava o viés baixista era a sinalização de conversas entre China e Estados Unidos, para acabar com as disputas comerciais.

No entanto, na terça-feira (22), o governo norte-americano recusou uma comitiva de Pequim para discutir o assunto, o que sinalizou ao mercado que as negociações ainda estão longe de chegar a um acordo.

(Redação - Investimentos e Notícias)