DESTAQUES DA SEMANA: Ibovespa bate novas máximas históricas puxada pelo bom desempenho externo

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DESTAQUES DA SEMANA: Ibovespa bate novas máximas históricas puxada pelo bom desempenho externo Foto: Divulgação DESTAQUES DA SEMANA: Ibovespa bate novas máximas históricas puxada pelo bom desempenho externo

Seguindo o movimento do início do ano, a bolsa brasileira continua a bater sucessivas máximas históricas. Em uma semana com agenda mais vazia na política nacional, o bom desempenho das bolsas internacionais deu fôlego ao Ibovespa.

No cenário externo, o mercado aguardou com cautela a votação da proposta do Brexit no parlamento inglês. Mesmo com a derrota da proposta, já aguardada pelo mercado, os principais índices mostraram apetite ao risco por parte dos investidores.

A sinalização de uma possível resolução da disputa comercial China-Estados Unidos amplificou o movimento de alta.

POLÍTICA

Bolsonaro assina decreto do porte de armas e orçamento de 2019
Na terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou o decreto que facilita a posse de armas de fogo no país. O decreto era uma de suas promessas de campanha.

O chefe do Executivo também sancionou a lei de Orçamento da União para 2019. O texto prevê receitas e despesas de R$3,3 trilhões ao longo deste ano.

ECONOMIA

Vendas no varejo avançam na penúltima medição de 2018
Segundo o IBGE, o volume de vendas do varejo cresceu 2,90% na passagem de outubro para novembro de 2018. Seis das oito atividades pesquisadas tiveram alta, com destaque para “outros artigos de uso pessoal e doméstico” (6,9%), “móveis e eletrodomésticos” (5%) e “artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria” (2,8%).

Do lado oposto, dois setores tiveram retração no volume de vendas: “livros, jornais, revistas e papelaria” (-1,9%) e “equipamentos e material para escritório, informática e comunicação” (-0,2%).

IBC-Br mostra alta em novembro, mas indica que PIB de 2018 deve ser fraco
Na quinta-feira (17), o BC divulgou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) e registrou crescimento de 1,38% até o mês de novembro de 2018. O indicador, que é considerado uma prévia para o PIB, apresentou avanço de 0,29% na comparação com outubro.

CENÁRIO CORPORATIVO

Petrobras reporta produção abaixo da meta
Nesta semana, a Petrobras (PETR4) divulgou seu principal indicador operacional, a produção média de petróleo em campos nacionais de 2018. A produção ficou em 2 milhões de barris diários, abaixo da meta de 2,1 milhões de barris por dia. Essa é a primeira vez nos últimos três anos que o indicador fica abaixo da meta traçada.

Conselho de administração da Embraer aprova a combinação de negócios com a Boeing
No início da semana, o conselho de administração da Embraer (EMBR3) confirmou a aprovação dos termos da parceria com a Boeing. A decisão ocorre após o governo federal autorizar a negociação.

O acordo deverá ser submetido à aprovação dos acionistas e das autoridades reguladoras. Na hipótese das aprovações ocorrerem dentro do tempo previsto, a expectativa é que a transação seja concluída até o final de 2019, de acordo com a Embraer.

Bolsa brasileira continua operando em alta e encerra a semana em patamares históricos
Como antecipado na semana passada, observamos que o otimismo do mercado nacional vem se consolidando ao longo dos dias, amparado principalmente pelas movimentações do novo governo.

Na quinta-feira (17), o principal índice brasileiro renovou sua máxima histórica, repercutindo os indícios de novos estímulos à economia chinesa, além das possíveis articulações entre Pequim e Washington.

Sobre a reforma da previdência, o texto da Medida Provisória que visa combater fraudes de benefícios incitou o apetite ao risco dos investidores. Isso impulsionou o movimento altista do Ibovespa, que encerrou a semana em novas máximas históricas.

INTERNACIONAL

EUA
Possível trégua da disputa comercial entre China e EUA impulsiona o mercado
A semana foi bem movimentada no exterior. De um lado, os indicadores seguem sinalizando desaceleração da economia chinesa, enquanto o governo local tenta implementar uma série de estímulos para sustentar o atual patamar de crescimento.

No Reino Unido, a primeira ministra Theresa May sofreu a esperada derrota de sua proposta para o Brexit, no Parlamento. Dado o tamanho do revés, a oposição lançou já no dia seguinte uma moção de desconfiança para retirá-la do cargo, manobra que acabou não sendo bem-sucedida.

Mantida no cargo, May busca agora renegociar os moldes da saída do Reino Unido da União Europeia ou ao menos uma extensão de prazo até que novo acordo seja desenhado.

Apesar do ambiente conturbado, as principais bolsas trabalhavam com moderados ganhos ao longo da semana, os quais foram reforçados principalmente na sexta-feira (18).

Uma reportagem da Bloomberg revelou que o governo chinês teria preparado uma oferta para findar a guerra comercial com os Estados Unidos, dando impulso ao mercado.

Na proposta, o país asiático se comprometeria a ampliar gradativamente suas compras de produtos americanos ao longo dos próximos seis anos.

O Secretário do Tesouro dos EUA teria sinalizado de que tal proposta seria suficiente para reduzir, ou mesmo abolir, as sobretaxas aos produtos chineses impostas no ano passado.

(Redação - Investimentos e Notícias)