Destaques da Semana: Ibovespa bate nova máxima histórica

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Destaques da Semana: Ibovespa bate nova máxima histórica (Foto: Pexels) Destaques da Semana: Ibovespa bate nova máxima histórica

No exterior, o humor foi melhor em meio a dados mais fortes da economia brasileira, o que diminui os temores de uma recessão na maior economia do mundo nos próximos anos.

De acordo com analistas da Toro Investimentos, após algumas semanas de pessimismo por conta dos atrasos na reforma da Previdência, o mercado voltou a ganhar confiança após a instalação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara.

Esse avanço ajudou o Ibovespa a bater sua máxima histórica, ultrapassando os 99 mil pontos. 

Previdência inicia tramitação na CCJ

Foi instalada nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeiro passo para a tramitação da reforma da Previdência na Câmara. A presidência da comissão ficou com Felipe Francischini (PSL), o que amplia a possibilidade de aprovação por ser membro do mesmo partido que Jair Bolsonaro.

Presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM) descartou o pedido de parlamentares para votar a admissibilidade da PEC apenas após apresentação do projeto para os militares. No Senado, Davi Alcolumbre (DEM) também afirmou que a casa votará primeiro a proposta da PEC que trata da reforma da Previdência e somente depois o projeto sobre aposentadoria dos militares.

Petrobras acelera plano de desinvestimentos

Dentro de seu plano de desinvestimentos, a Petrobras (PETR4) anunciou a venda de sua participação no campo de Maromba (U$90 milhões) e em distribuidoras no Paraguai (U$380 milhões). 

A companhia também iniciou o processo para cessão da totalidade dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção do Polo Rio Grande do Norte. 

Nesta semana, a Petrobras também captou US$3 bilhões com a emissão de títulos no exterior. A operação permitirá recomprar papéis mais antigos e reduzir a dívida líquida da companhia.

Acidente com Boeing 737 MAX impacta voos da Gol

Após o acidente envolvendo um modelo da Boeing, a Gol (GOLL4) suspendeu temporariamente voos com os aviões Boeing 737 MAX. Mesmo assim, a suspensão não deve impactar sensivelmente os resultados da companhia, tendo em vista que neste período a demanda costuma ser mais baixa e é comum a desativação de algumas aeronaves.

Temporada de balanços

A Braskem (BRKM5) apresentou um prejuízo de R$78 milhões no quarto trimestre de 2018, ante ao lucro de R$386 no mesmo período do ano passado. 

A Embraer (EMBR3) encerrou o quarto trimestre de 2018 com prejuízo de R$78,1 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado havia apresentado lucro de R$132 milhões. 

A Azul (AZUL4) também apresentou resultados do quarto trimestre do ano passado, com lucro de R$138,2 milhões, queda de 53% em relação ao mesmo período de 2017.

Ibovespa renova máxima histórica com bom humor do mercado

Após testar uma importante região de suporte, o principal índice acionário brasileiro continuou o movimento altista iniciado na semana do Carnaval. Amparado pelo noticiário político, com a formação da CCJ, o Ibovespa chegou a superar a região dos 99.000 pontos e encerrou a sessão desta sexta-feira (15) renovando o topo histórico. 

As tramitações sobre a reforma da Previdência dos militares agitaram os ânimos dos investidores, mas a confirmação de que a equipe de Paulo Guedes pretende ajustar determinadas questões, a fim de diminuir o aumento de gastos no curto e no médio prazo, fez com que o bom humor voltasse a tomar o mercado brasileiro.

A proposta dos militares, que deve ser entregue ao Congresso na quarta-feira (20), pode ditar o ritmo do mercado para próxima semana.

Ações da Azul sobem mais de 11% com a compra de ativos da Avianca Brasil

Nessa semana, o setor de aviação ganhou destaque graças às negociações entre Azul e Avianca. A Azul chegou a subir mais de 11% após assinar proposta de aquisição de determinados ativos da Avianca Brasil. 

As ações da aérea vinham consolidando um movimento altista já há alguns pregões, o que pode ser confirmado pela formação de todos e fundos ascendentes e médias móveis positivamente inclinadas. 

Na semana anterior, observamos o ativo operando majoritariamente em território negativo, mas o rompimento na região de R$39,00 consolidou a tendência de alta iniciada. 

Principais Bolsas internacionais encerram a semana no campo positivo

No início da semana, o otimismo foi puxado pelos dados das vendas no varejo norte-americano que vieram positivos, diminuindo a preocupação de uma recessão para a economia do país.

Em conjunto, o presidente do Banco Popular da China mencionou que EUA e China estão de acordo em muitas questões cruciais sobre um possível tratado comercial entre os países. Já na segunda-feira (11), todas as Bolsas norte-americanas encerravam o pregão acima de 1%, com destaque para Nasdaq que fechou com alta de 2,02%.

Na quinta-feira (15), as Bolsas interrompiam sequência de alta após o adiamento para abril do encontro entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, no qual assinariam o acordo para o fim da guerra comercial.

No âmbito econômico, os dados de inflação mais fraca nos EUA reforçam especulações de que o Fed pode manter cautela em relação aos juros e mantém o clima otimista para os mercados de renda variável.

Boeing pressiona Bolsas americanas

Após o acidente de um avião da Ethiopian Airlines, do modelo 737 MAX 8, no domingo, os papéis da Boeing puxaram o índice Dow Jones pra baixo nessa semana, à medida em que mais países anunciavam a suspensão de vôos com o mesmo modelo.

Brexit adiado e Bolsas europeias encerram a semana em alta

Parlamentares britânicos reprovaram mais uma vez a proposta de saída da União Europeia, porém aceitaram a proposta de Theresa May para adiar o Brexit. Com isso, as Bolsas europeias encerram a semana em alta, em sua maioria acima de 1,50% no acumulado da semana.

(Redação – Investimentos e Notícias)