DESTAQUES DA SEMANA: Balanços no radar dos investidores

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DESTAQUES DA SEMANA: Balanços no radar dos investidores (Foto: Pexels) DESTAQUES DA SEMANA: Balanços no radar dos investidores

Nesta semana o Congresso entra em recesso pelos próximos 15 dias, parando por hora a tramitação das reformas econômicas. Se essa pausa tira dinamismo da Bolsa, a temporada de balanços que começa na semana que vem deve trazer bastante volatilidade.

Já o Poder Executivo segue ativo: o governo anunciou possíveis saques nas contas do FGTS que podem trazer impactos importantes para a economia e (negativos) para o setor imobiliário. Os detalhes finais devem ficar para quarta ou quinta que vem.

No exterior, a temporada de resultados nos EUA deve movimentar a Bolsa americana, com impactos diretos sobre o Ibovespa. Nesse início, vários bancos trouxeram números mistos, mas o destaque negativo ficou mesmo por conta de Netflix.

Política

Na quinta-feira (18) o Congresso entrou em recesso até o final do mês. Esta é uma das duas pausas oficiais que deputados e senadores fazem no ano e durante as quais a agenda legislativa fica suspensa. 

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, bem que tentou fechar os votos da reforma da Previdência antes disso, mas a votação em segundo turno ficou mesmo para agosto.

Mesmo sem projetos relevantes em pauta, o Executivo segue ativo, assim como o noticiário internacional. Portanto, o investidor deve ficar atento porque a Bolsa tende a ficar num compasso de espera, mas não custa nada continuar as altas.

Governo aposta no FGTS

Na comemoração de 200 dias de seu governo, Jair Bolsonaro anunciou que pretender liberar saques a contas ativas e inativas do FGTS. A oficialização seria na quinta-feira (18), mas acabou sendo adiada para a semana que vem, por isso, ainda não sabemos os detalhes da medida e nem os potenciais valores que seriam destravados.

A ideia não é nova, Michel Temer já havia lançado mão do mesmo mecanismo em 2017 para tentar impulsionar o crescimento econômico. Funcionou em 2017, mas só em 2017. No ano passado, voltamos a ter um PIB mais fraco.

Por que desta vez seria diferente? A agenda de reformas iniciada no governo passado parece que seguirá avançando na gestão Bolsonaro. A reforma da Previdência já está bem encaminhada e, ao que tudo indica, a reforma tributária já está engatilhada.

Nesse cenário mais favorável, um choque de demanda como a liberação do FGTS pode ser o empurrão que falta para melhorar a confiança de empresários. Empresários otimistas com o futuro investem e contratam mais pessoas. O desemprego cai, os salários aumentam, o consumo se recupera e o ciclo continua pelos próximos anos.

É garantido? Certamente não. A recuperação econômica ainda se mostra bastante tímida, mas a melhora precisa começar de algum lugar. Pode ser no FGTS.

Empresas

A Movida (MOVI3) aprovou nova oferta pública primária e secundária de até 65,4 milhões de ações, podendo movimentar cerca de R$1,0 bilhão. Deste montante, cerca de R$585 milhões serão destinados para o caixa da Companhia.

O Ministério Público do trabalho fechou um acordo com a Vale (VALE3) estabelecendo os valores que a Empresa deve pagar aos familiares das vítimas da barragem de Brumadinho (MG). No acordo, foi estabelecido um valor superior ao que a mineradora havia proposto a pagar anteriormente.

A Oi (OIBR3) apresentou um novo plano estratégico em teleconferência, anunciando a intenção de realizar desinvestimentos e de focar no segmento de fibra ótica. Além disso, a Companhia anunciou que não irá se desfazer de sua divisão de rede móvel, contrariando parte das expectativas do mercado. O plano anunciado gerou opiniões contrárias no mercado, que ficou dividido entre elogios e críticas.

A controladora da Ambev (ABEV3) fechou um acordo para a venda de sua subsidiária australiana (CUB) por U$11,30 bilhões para o grupo japonês Asahi.

Muito se falou sobre as ações da IRB Brasil (IRBR3) desde seu IPO, inclusive rumores de que Warren Buffet poderia se tornar acionista da Companhia. Mas o que ligou o sinal de alerta dos investidores posicionados no ativo foi a notícia de um folllow-on (oferta secundária de ações) que a União e a BB seguridade fariam. 

Essa medida foi uma das primeiras no plano de desinvestimentos do governo Bolsonaro e os preços da Companhia sofreram com a vendas dessas ações (juntas a União e a BB seguridade detiam quase 84 milhões de ações ordinárias), caindo mais de 5% nessa semana. 

O que acabou preocupando muita gente foi o valor que o folllow-on foi fixado (R$88,00), uma vez que a ação já vinha sendo negociada acima dos R$100,00 no final de maio.

De todo modo, mantemos as ações da Empresa em nossa carteira agressiva de longo prazo visto que os resultados apresentados permanecem em constante crescimento e as perspectivas do atual cenário ainda são positivas. E cabe lembrar, buy and hold é comprar e manter.

(Redação- Investimentos e Notícias)