Destaque da semana: Polêmica pós-carnaval tira holofote da Previdência

  •  
Destaque da semana: Polêmica pós-carnaval tira holofote da Previdência (Foto: Pexels) Destaque da semana: Polêmica pós-carnaval tira holofote da Previdência

No fim do carnaval, Jair Bolsonaro causou polêmica no Twitter e o mercado reagiu mal, preocupado com a reforma da Previdência e com a capacidade de articulação do Executivo em torno da proposta. 

De acordo com analistas da Toro Investimentos, as preocupações com o desaquecimento da economia global, após dados fracos dos Estados Unidos e também da China, causaram pessimismo nos principais índices internacionais.

Dessa forma, em semana mais curta, a Bolsa brasileira seguiu com o sentimento mais negativo. 

Bolsonaro 

Após o recesso do carnaval, as atenções se voltaram para as polêmicas envolvendo o presidente Jair Bolsonaro no Twitter. Bolsonaro postou um vídeo em sua conta oficial na rede social criticando comportamentos obscenos em um bloco de carnaval em São Paulo.

A postagem gerou muitas reações, tanto dentro quanto fora do país, criando um clima de desconforto no Planalto. Na quinta-feira (07), o presidente voltou ao Twitter, mas dessa vez para reforçar seu compromisso com a reforma da Previdência.

O gesto foi bem visto pelo mercado, o qual começava a levantar preocupações sobre o compromisso de Bolsonaro com as articulações políticas em torno das reformas econômicas.

Congresso deve aguardar proposta para militares para votar reforma da Previdência

Líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir confirmou que o Congresso deve aguardar a proposta para a Previdência dos militares antes de votar a reforma geral.

O plano inicial do governo era apresentar e votar separadamente as duas propostas, o que desagradou parlamentares que viam no movimento uma tentativa de favorecer os militares em prejuízo das demais classes.

O Executivo anunciou que deve apresentar a proposta dos militares ao Congresso no dia 20 deste mês, de forma que o andamento da reforma geral deve ficar estagnado até lá. A demora aumenta o desconforto do mercado com a possível não aprovação das propostas.

CCR fecha acordo de leniência e valor a ser restituído aos cofres públicos

A CCR (CCRO3) deve fechar novo acordo de leniência com o Ministério Público de São Paulo, referente ao seu envolvimento em casos de propina e caixa 2 investigados pela Operação Lava Jato.

O valor restituído deve ser acima de R$750 milhões e foi fechado ontem (6) entre a Rodonorte e a força tarefa da Lava Jato no Paraná.
Aéreas divulgam crescimento em dados operacionais em fevereiro

A oferta total de voos da Gol (GOLL4) cresceu 4,5% em fevereiro de 2019 na comparação com o mesmo mês de 2018 e a demanda teve um aumento de 8,4%, com isso taxa de ocupação cresceu 2,9 pontos percentuais alcançando 81,1%. 

Já a Azul (AZUL4), divulgou dados operacionais de fevereiro, alcançando tráfego total de 18,4% acima da comparação anual. A oferta expandiu 16,9% e a taxa de ocupação de voos cresceu 1 ponto percentual, alcançando o mesmo número que a Gol de 81,1%.

CSN confirma a contratação do CitiBank para avaliar estratégias para redução do endividamento

A Companhia Siderúrgica Nacional admitiu, na quinta-feira (7), que contratou o CitiBank para coordenar a venda antecipada de minério de ferro da companhia, como parte das iniciativas para reduzir seu endividamento.

Ferbasa apresenta prejuízo no quarto trimestre de 2018

A Ferbasa (FESA4) registrou prejuízo de R$2,26 milhões no 4º trimestre de 2018 ante lucro de R$64,4 milhões no mesmo período de 2017. 

Na contramão do mercado internacional, Ibovespa encerra semana em território positivo

Após operar em queda por quatro sessões consecutivas, seguindo as Bolsas internacionais e as polêmicas pós-carnaval envolvendo Jair Bolsonaro, o principal índice acionário brasileiro encerra a semana apresentando sinais de possíveis altas.

O discurso do presidente sobre uma reforma sem privilégios, mantida como prioridade, trouxe ânimo aos investidores e o Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira (8) testando um importante suporte na região de 94.300 pontos. 

Para a próxima semana, ficamos atentos para o desenrolar dos assunto acerca da reforma da Previdência, aguardando a proposta para os militares. Caso o Ibovespa respeite o patamar de suporte, a próxima resistência a ser vencida fica nos 98.500 pontos. 

Acordo de leniência impacta as ações da CCR que encerra a semana em queda de 7%

As ações da CCR (CCRO3) encerraram a semana em campo negativo, caindo mais de 7%. O valor do acordo de leniência, que superou as expectativas do mercado, trouxe mau humor aos investidores.

As ações da companhia vinham apresentando um viés altista até o final de janeiro, mas o envolvimento nos casos investigados pela Lava Jato impulsionou as vendas do ativo.

Graficamente o ativo segue respeitando a região da média longa, mas dependendo do noticiário corporativo da próxima semana, podemos observar uma mudança nesse cenário.

Dados fracos da economia dos EUA e Banco Central Europeu afetam Bolsas internacionais

Durante o feriado de carnaval no Brasil, os mercados internacionais operavam sem direção definida, com as Bolsas norte-americanas operando em queda após a divulgação de dados negativos sobre a economia dos Estados Unidos, na segunda-feira (4).

Já os mercados europeus, negociavam em alta com ganhos nos setores de serviços ao consumidor, tecnologia e bens de consumo, mas sem nenhum tema predominante. 

Ao longo da semana tivemos dados importantes, como os empregos no setor privado norte-americano, divulgado pela ADP na quarta-feira (6), que veio abaixo do esperado pelo mercado.

Na esteira dos dados econômicos, o déficit na balança comercial dos EUA registrou US$59,9 bilhões, maior do que a estimativa de US$57,9 bilhões. Além disso, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) cortou a projeção para o crescimento global de 3,5% para 3,3% em 2019.

A organização ainda afirmou que a economia mundial está sofrendo mais do que o esperado devido às tensões comerciais e incerteza política.

Na quinta-feira (7), a decisão do Banco Central Europeu de manter as taxas de juros estáveis, até o final do ano de 2019, surpreendeu o mercado. Além disso, a instituição ofertou aos bancos novos empréstimos baratos para reanimar a economia.
Esse fato quebrou o clima otimista nas principais praças mundiais, que passaram a operar no campo negativo.

Para reforçar ainda mais o pessimismo internacional, na sexta-feira (8), os Estados Unidos divulgaram os dados do payroll (relatório de emprego), que vieram muito abaixo do esperado.

Foram apenas 20 mil empregos gerados, contra os 180 mil projetados pelo mercado. Em contrapartida, a taxa de desemprego foi de 0,01 ponto percentual, sendo melhor que o esperado e caindo para 3,8%.

Com isso, as Bolsas norte-americanas continuaram o movimento de queda desde o início da semana, com declínio de mais de 2% para os principais índices.

Acordo comercial gera otimismo nas Bolsas asiáticas, mas dados chineses freiam movimento positivo

Na esperança de um acordo comercial entre Estados Unidos e China, as Bolsas chinesas iniciaram a semana em alta, operando próximo das máximas. O índice Xangai Composto valorizou cerca de 3,75%, mantendo esse ritmo por nove meses até a última quinta-feira (7).

Porém, no pregão de sexta-feira (8), a Bolsa chinesa devolveu os ganhos encerrando com queda de 4,40%, após divulgação das exportações do país apresentar redução acima do previsto, ampliando receios com a economia global e resultando numa variação negativa de 0,81% na semana. O índice Nikkei encerrou com queda semanal de 2,67%.

(Redação – Investimentos e Notícias)