Cenário externo interfere no Ibovespa

  •  
Cenário externo interfere no Ibovespa (Foto: Pexels) Cenário externo interfere no Ibovespa

O contrato futuro do Índice Bovespa encerrou o pregão de ontem (20) em moderada queda, em um dia marcado por uma volatilidade acentuada. Essa queda foi ocasionada, principalmente, pelo cenário externo. Por um lado, o risco de uma recessão global e o acirramento da guerra comercial ainda paira no ar. Isso leva os investidores a assumirem posições mais defensivas, ainda mais se tratando de economias emergentes como a brasileira. Por outro lado, também foram observados os desdobramentos da situação na Argentina. Após a saída do ministro da Economia Nicolas Dujovne no domingo (18) e feriado da morte do General José de San Martín na segunda (19), o mercado voltou a operar ontem. Porém, o peso argentino se desvalorizou menos do que se esperava.

O contrato futuro de dólar também terminou a sessão em queda, interrompendo a alta dos últimos dois dias. De uma maneira geral, observou-se a valorização das moedas emergentes em relação ao dólar, com destaque para o rand e o próprio real.

Política e economia

O Congresso Nacional se reunirá hoje (21) para discutir e votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020. Como parâmetros estão o salário mínimo a R$1.040,00, o crescimento do PIB de 2,7% e uma meta fiscal de R$124,1 bilhões de déficit. Ressalta-se que a meta fiscal para 2019 foi de R$139 bilhões negativos, e espera-se que essa situação perdure até 2022.

O Banco Central dará início hoje aos leilões de dólar à vista e swaps cambiais reversos. O intuito é fornecer mais liquidez ao mercado spot, uma vez que a situação das reservas é, atualmente, confortável. Porém, o mercado acompanha a desidratação das reservas e se elas podem chegar a níveis preocupantes.

Empresas

A Câmara dos Deputados rejeitou ontem a medida provisória que autorizava a União a ressarcir a Eletrobras (ELET3) em R$3,5 bilhões. Tal valor seria utilizado para compensar a estatal pelas despesas de algumas das suas distribuidoras.

Foram levantadas algumas estatais que podem ser privatizadas até o fim do ano. Os principais destaques foram a Eletrobras, os Correios, a Telebras e a Casa da Moeda.

A Oi prepara para a saída do atual diretor - presidente, Eurico Teles. A troca foi defendida abertamente pela GoldenTreem maior acionista da Companhia.

Ativos em destaque

BPAC11
Preço compra R$ 66,15

(Redação – Investimentos e Notícias)