Arteris conclui emissão de debêntures

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Arteris conclui emissão de debêntures (Foto: Pexels) Arteris conclui emissão de debêntures

O Grupo Arteris realizou, nesta segunda-feira, 11, a liquidação da 5ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da Arteris Intervias no valor de R$ 800 milhões.

Em acordo com a instrução CVM nº 476, a distribuição pública dos títulos da concessionária paulista Arteris Intervias foi realizada em caráter de esforços restritos, em quatro séries distintas. A coordenação da operação foi feita pelos bancos BTG Pactual (Coordenador líder), Banco do Brasil e Santander.

No que tange à Oferta, o interesse por parte dos investidores superou mais de 150% do volume inicialmente estipulado, com destaque para o livro de ordens, que atingiu um montante de cerca de R$ 1,2 bilhão. “O resultado desta emissão demonstra a confiança dos diferentes players do mercado financeiro na qualidade da gestão, da governança e dos fundamentos de longo prazo da companhia”, afirma o superintendente de Finanças e Relações com Investidores da Arteris, Carlos Eduardo Peschiera Simão.

O montante de R$ 800 milhões será destinado para as necessidades de investimento previstas no contrato de Concessão da Arteris Intervias, além de outras obrigações como pagamentos de dívida da concessionária.

Para tanto, os recursos foram captados por meio da emissão de 800 mil debêntures simples, de espécie quirografária, com valor unitário de R$ 1.000 cada uma, divididas em quatro séries distintas, sendo: 1ª Série: R$ 200 milhões, com remuneração atrelada ao CDI + 0,47%, e prazo de vencimento de 2 anos; 2ª Série: R$ 191 milhões, com remuneração atrelada ao CDI + 0,90%, e prazo de vencimento de 5 anos; 3ª Série: R$ 283 milhões, com remuneração atrelada ao CDI + 1,35%, e prazo de vencimento de 7 anos; e 4ª Série: R$ 126 milhões, com remuneração atrelada ao IPCA + 6,7621%, e prazo de vencimento de 7 anos.

No total, investidores institucionais registraram 43 ordens firmes de compra no livro de Ofertas (bookbuilding) da operação, com destaque para assets, gestores de recursos e fundos de pensão. “É importante reforçar que mais de 50% do montante captado e liderado por estes players foi alocado nas séries de debêntures de sete anos, o que demonstra uma percepção positiva na operação no longo prazo”, explica Peschiera, que ainda destaca, no processo de negociação, a redução dos spreads nas séries de 2 anos (0,47% vs 0,50%) e de 7 anos (1,35% vs 1,50%).