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Olga de Mello

Olga de Mello

Jornalista, acredita que cultura é gênero de primeira necessidade

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Só para menores

Descanso de leitor é na rede com livro nas mãos. Este abril tem tanto feriado estendido que prefiro sugerir algumas leituras a expor minhas impressões sobre minhas leituras. Então, seguem indicações para os momentos em que os leitores mais jovens se cansarem de videogames durante a alta temporada de feriadões.

Desconstruções literárias ou literais

Desconstruir é verbo da moda desde que o primeiro homem imortalizou seus feitos como caçador nas paredes de uma caverna. Em literatura, então, tudo é desconstrução – principalmente no campo da teoria. Na prática, as tramas policiais sempre usaram a desconstrução como elemento fundamental das narrativas. Simplesmente não existe mistério que não se esconda sob a fachada da normalidade. Ou escândalo camuflado por camadas de hipocrisia. 

Alguns heróis

monteirolobatoEu já gostava de ler quando conheci Monteiro Lobato, um escritor que as patrulhas ideológicas transformaram em feitor de escravos, embora eu continue o encarando como um filho de seu tempo. Mais que um autor, ele era um dos grandes disseminadores de literatura, com traduções/versões de clássicos de Jack London, Mark Twain, Burroughs e Conan Doyle, entre outros. E foi ele que, com Os doze trabalhos de Hércules, me apresentou à mitologia grega e às lendas de outros povos que também buscavam explicar as nuances da alma da Humanidade. 

Reflexões sobre o 8 de março

A biblioteca de meus pais era organizada por nacionalidades e temas. Quem decidia a divisão e arrumação era minha mãe. Assim, livros de não-ficção se dividiam em política, comunicação, cinema, história, filosofia, arte etc. Já os de ficção, por país de origem do escritor. A exceção eram os romances escritos por mulheres, que eram agrupadas juntas. Foi assim que percebi que mulheres formavam um grupo social distinto. Meus livros também são ordenados por nacionalidade, mas nunca tiveram o gênero como fator de separação – absolutamente incompreensível para mim. Antes mesmo de ser criado o Orange Prize, restrito a mulheres, eu já me alinhava com as escritoras que rejeitam o prêmio, por julgá-lo sexista.

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