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Olga de Mello

Olga de Mello

Jornalista, acredita que cultura é gênero de primeira necessidade

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A história de cada um e as histórias de todos nós

osfilhosdeanansiPor muito tempo ouvi falar do Neil Gaiman, principalmente como o criador da série de quadrinhos Sandman. Fui uma ardorosa leitora de quadrinhos, antes que eles alcançassem o prestígio atual, e, talvez esse fato tenha criado minha resistência a alguns autores, como Gaiman. A indiferença caiu quando abri o intrigante Os filhos de Anansi (Intrínseca, R$ 39,90), que narra as descobertas do pacato Charlie que não sabia ter um irmão nem que o pai, que morre no palco de um bar de karaokê, era um deus da mitologia de Gana.

Juventude atormentada

yaquidelgadoNuma semana que não engrenou, como a que passou, em que dois feriados disputavam espaço entre dias de trabalho, pude aproveitar aqueles momentos engessados entre a labuta para fechar algumas leituras iniciadas fazia tempo. Uma boa surpresa me aguardava, ao me deparar com um sopro novo na literatura adolescente, segmento que cresce há uns bons quinze anos, desde Harry Potter. Ao lado dos enredos fantásticos sobre seres sobrenaturais, surgem diversos títulos que têm no bullying e na violência social o pano de fundo para muitas histórias sobre jovens sofrendo mais do que por amores não correspondidos. É o caso de Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara (Intrínseca, R$ 29,90).

Essa gente que vai se embora...

asveiasabertasEduardo Galeano e Günter Grass partiram do planeta no mesmo dia, deixando terráqueos com um vazio no peito, inconformados com o silêncio. Ambos eram escritores da moda nos anos 70/80. Galeano por causa do contundente As veias abertas da América Latina (LP&M, R$ 22,90), em que discutia 500 anos de opressão no continente, Grass por O Tambor (Nova Fronteira, R$ 68), o romance picaresco que, para muitos, melhor explicou o sentimento alemão no pós-guerra. Não li nenhum desses livros, preferi o que era menos árduo na obra dos dois mestres.

Vidas brilhantes

umbrindeaissoNem todas as vidas renderiam um romance, sequer um filme. A de Betty Halbreich, uma celebridade em Nova York, onde comanda o departamento de compras personalizadas da loja Bergdorf Goodman, escolhendo roupas para primeiras-damas norte-americanas, artistas e até personagens de filmes ou de séries, como Sex andthe City, é uma dessas vidas aparentemente sem qualquer traço relevante. A trajetória profissional de Betty daria, no máximo, uma boa reportagem sobre mulheres que abraçaram carreiras profissionais inusitadas nos anos 1950. No entanto, por ser uma figura pública, talvez, ela conta o que passou antes e depois de começar a trabalhar em Um brinde a isso (Intrínseca, R$ 39,90).

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