Pelas águas e terras da Guanabara

nasaguasdestabaiaFoi numa travessia de barco pela Baía de Guanabara que o compositor e escritor Nei Lopes percebeu “um livro em potencial” com histórias fictícias sobre as ilhas e a população que se distribuiu pela região, à beira-mar. Sob o poético título Nas águas desta baía há muito tempo (Record, R$ 42,90) estão 18 “contos da Guanabara”, com personagens reais e ficcionais em situações imaginárias, durante a Revolta da Armada (1893–1894), quando os navios de guerra apontaram canhões para a cidade do Rio de Janeiro, em protesto contra o governo republicano.

Mindset Fixo e Mindset de Crescimento: o que são e como interferem no seu desempenho

Para explicar o que é Mindset Fixo e o que é Mindset de Crescimento, um bom exemplo é falar sobre como as pessoas lidam com o fracasso. Pessoas que ao passar por um fracasso e sentem que “são o fracasso” estão adotando o Mindset Fixo. Pessoas com Mindset de Crescimento acreditam que o fracasso é temporário e que com esforço poderão se superar e atingir melhores resultados.

Que tal dar mais que uma folheada?

Quando chega outubro e se percebe que falta pouco para o fim do ano, brota aquela ansiedade porque parece que se perdeu tempo sem cumprir resoluções como parar de comer chocolate, emagrecer 25 quilos e ler tudo o que se pretendia quando folheou aquelas primeiras páginas de tantos e tantos livros. Os japoneses, que sabem como poucos fazer da angústia poesia, inventaram a palavra tsonduku para definir aquela pilha de livros que estão à espera da leitura. Uma de minhas pilhas reúne livros que revelam histórias pouco conhecidas – e das quais sempre vale a pena saber um pouco mais. Que tal dar mais que uma folheada?

Fazendo Eco

cronicasdeumasociedadeliquidaEm algum momento, Umberto Eco falou que a Internet dera voz aos imbecis. De certa maneira, tinha razão. Sem desdenhar o direito à livre expressão dos imbecis, ele lamentava a ressonância das bobagens que são ditas sem qualquer reflexão em conversas no botequim da esquina e reproduzidas pelas redes sociais como fruto de reflexão filosófica. O velho observador do mundo cultivava uma percepção acurada sobre a vida, demonstrada na coluna La Bustina di Minerva, publicada na revista L’Espresso desde 1985. Ali, ele comentava o cotidiano na Itália e no mundo. Pape Satan Aleppe – Crônicas de uma sociedade líquida (Record, R$ 59,90) reúne alguns desses textos, que tratam de comunicação, a dependência dos telefones celulares, racismo, ódio, religião, filosofia, envelhecer, juventude e, naturalmente, literatura.

A epidemia da sick lit

A questão que nunca morre: entretenimento é literatura? Para onde vai a cultura, a tradição, a estética se o mundo quer consumir produtos que não estimulam o raciocínio, mas apenas distraem. Enquanto eruditos debatem o fim da civilização, escritores “comerciais” ganham a vida honestamente, lançando sucessos e mais sucessos que encantam, momentaneamente, o público. O leitor comum, aquele que movimenta o mercado editorial, nem sempre está à procura de uma leitura reflexiva e de qualidade. 

O que as empresas esperam dos profissionais

Um dos principais questionamentos de profissionais que estão em busca de uma oportunidade de trabalho é: o que as empresas querem ou esperam dos profissionais? Qual o perfil desejado pelo mercado? E após encerrar o processo seletivo ou se candidatar a uma oportunidade, os profissionais continuam sem resposta para essa pergunta.

A renovação dos clássicos

“Já desfiz quatro bibliotecas”, me conta uma amiga, que não tinha como carregar um número grande de livros para casas cada vez mais exíguas. Vendeu a sebos, o que nem sempre é um grande negócio, como descobriu outro amigo, um escritor, que recebeu uma quantia modesta por sua biblioteca, desfeita também por causa de mudanças. Tempos depois, soube que alguns daqueles volumes, autografados por colegas de ofício famosos, seriam leiloados, cada um com lance inicial superior ao que recebera pelo lote todo.

O livro encontra seu público

A Bienal do Livro no Rio de Janeiro deve atrair 700 mil visitantes durante dez dias ao Riocentro para encontros do público com autores de apelo popular, em sua maioria. Se as festas literárias promovidas por todo o país discutem dos grandes temas literários do momento a formas de disseminação da leitura, a Bienal cada vez mais investe na aproximação do leitor jovem com seus ídolos. Dos mais de 300 autores convidados, a metade é de escritores de literatura infanto-juvenil.

"Os cavalinhos correndo, e nós cavalões comendo"

O poema “Rondó dos Cavalinhos” publicado em 1936 por Manuel Bandeira retratava um período da história de profundas modificações sociais, onde movimentos surgidos na Europa punham em risco a estabilidade da Europa e do mundo e que ele cita nessa obra. Assim como corremos esse risco hoje no Brasil.

Leituras para fechar o inverno

No encerramento deste inverno atipicamente rigoroso, pelo menos em termos cariocas, as notícias no setor são reconfortantes. As editoras festejam o discreto aquecimento das vendas em plena recessão, uma pesquisa aponta que 61% das crianças alemãs de seis a treze anos leem mais do que jogam videogames – o que não significa que elas venham a preferir a palavra impressa em papel à diversão nas telas, no futuro, mas dá alento à indústria quanto à sobrevivência do livro em qualquer formato. Então, que tal comemorar as boas novas e arranjar um bom lugar para ler um destes livros?

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