Em busca da novidade

Com o país sob efeito de um vendaval de denúncias contra a classe política e o empresariado, a leitura do noticiário é suficiente para qualquer um lastimar a situação a que o Brasil chegou. 

Duas divas

Nunca assisti a um só programa apresentado por Hebe Camargo. Sempre a achei exagerada – no uso de joias extravagantes, roupas exuberantes compondo a figura de “perua” televisiva. 

Uma verdade inconveniente

Quem sustenta o crime é o usuário de drogas. A maconha é a porta de entrada para o vício. Drogas recreativas devem ser liberadas. O álcool é a pior das drogas. O cigarro é a pior das drogas. Drogas abrem a cabeça. Drogas embotam o raciocínio. Precisamos falar sobre a droga.

Bom policial, mau policial

Se as ações de policiais no mundo real nem sempre são admiráveis ou sequer respeitam a lei pela qual eles deveriam zelar, na literatura, geralmente, esses personagens se apresentam como respeitáveis representantes do Estado. Alguns, brilhantes, outros meros coadjuvantes de investigadores particulares geniais, entre eles Hercule Poirot e Sherlock Holmes. Ou, nos romances contemporâneos, burocratas sem grande imaginação, que investigam casos cuja solução será descoberta por suspeitos ou pelas vítimas do crime.

O sexo e a fila

minhasaventurasemmarketingEm algum local do planeta, sexo tem menos importância do que no território brasileiro. A certeza me vem da leitura de textos de autores estrangeiros, como o vetusto Philip Kotler, do alto de seus diplomas de doutorado em Economia no MIT e em Matemática em Harvard, que, visitando Pindorama, classifica o Brasil como o país dos “cinco S”: sol, samba, sexo, soccer (futebol, para os americanos) e stones – as pedras semipreciosas “comercializadas pela H. Stern”. A sutiliza do merchandising é uma das muitas lições de Minhas aventuras em marketing (BestBusiness, R$ 54,90), que reúne crônicas de Kotler, publicadas em 2013 no jornal japonês Nikkei. 

Os miseráveis

Sofrimento, compreensão, redenção e felicidade eterna. Encadeando situações com tais elementos, a literatura ocidental vem colecionando sucessos desde a Antiguidade. Hoje, esta fórmula é seguida como enredo para filmes, depoimentos em programas “femininos”, palestras motivacionais, romances ou livros de autoajuda, geralmente com cunho autobiográfico, comovendo leitores com seus exemplos de superação. A crítica torce o nariz, o público – principalmente o britânico – adora: o mis-lit (de misery literature) foi um dos gêneros que mais cresceu em vendas no mercado editorial do Reino Unido nos anos 2000.

FOMO – O medo de estar por fora

No mundo atual, tanto conteúdo e informação em tempo real pode gerar em algumas pessoas a necessidade de acompanhar tudo o que acontece no mundo globalizado por meio dos e-mails, aplicativos de mensagens e redes sociais. Como esse conteúdo é alimentado o tempo topo, algumas pessoas podem sentir uma ansiedade exagerada por querer acompanhar esse fluxo, seja de informações profissionais, pessoais, importante ou não.

As paixões e seus incômodos

O leitor encontra um livro apaixonante, descobre um autor, lê tudo o que ele já produziu na vida, sentindo-se cada vez mais inebriado por aquela torrente de palavras, imagens, sentidos que a vida toma a cada página avançada. E aí chega aquele momento em que se depara com uma obra menor do escritor. Respira fundo, muda toda sua visão sobre ele ou confirma que os livros X, Y, Z são geniais e o K ou W não passam de exercícios sobre o mesmo tema?

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