As paixões e seus incômodos

O leitor encontra um livro apaixonante, descobre um autor, lê tudo o que ele já produziu na vida, sentindo-se cada vez mais inebriado por aquela torrente de palavras, imagens, sentidos que a vida toma a cada página avançada. E aí chega aquele momento em que se depara com uma obra menor do escritor. Respira fundo, muda toda sua visão sobre ele ou confirma que os livros X, Y, Z são geniais e o K ou W não passam de exercícios sobre o mesmo tema?

As dores e delícias da existência real ou ficcional

Poderia ser a trama de uma novela policial, se a narrativa se fixasse na obstinação do protagonista em salvar sua amada de uma sobrevivência dolorosa, patética. Um argumento forte para documentário, um chamamento à precariedade dos tratamentos de suporte a pacientes crônicos. O drama da vida real vivido pelo aposentado Nelson Golla, que há dois anos, abraçou-se à mulher, Neusa, internada em uma clínica para idosos, acionando um artefato explosivo que deveria matar o casal. Neusa morreu, Nelson responde em liberdade ao processo pela morte da companheira de mais de cinquenta anos de convivência, sob os cuidados dos filhos, preocupados com a tendência ao suicídio na família do pai.

Como a dinâmica do mundo VUCA impacta em sua carreira?

Existe um conceito que vem sendo utilizado na sociedade contemporânea representado pela sigla VUCA. A letra V refere-se a “Volatility” e demonstra a inconstância das coisas e situações, que mudam a todo momento, nesse mundo dinâmico e extremamente rápido. A letra U representa “Uncertainty” e está relacionada a falta de certezas, a possibilidade de surpresas constantes e a consequente insegurança. C representa “Complexity”, que mostra o quanto os aspectos do trabalho e do meio organizacional são impactados por diversas questões tanto no cenário nacional como estrangeiro e a confusão e o caos que cercam esse ambiente. Já a letra A refere-se a “Ambiguity”, diante de um cenário tão complexo, tendemos a tomar decisões em um contexto nebuloso que pode levar a decisões ou interpretações equivocadas e consequentes erros.
Esse mundo interdependente que foi construído a partir da globalização e se torna cada vez mais complexo, exige novas ou maiores competências como: visão, entendimento, clareza e agilidade.

Decoração bibliófila

Quando uma revista de decoração está sem pautas novas, recicla um tema tradicional: “como montar sua biblioteca”. O texto oferecerá muitas sugestões arquitetônicas de requinte estético e total desconhecimento do produto a ser armazenado, com prateleiras ao rés do chão, deixando os livros sujeitos a receber camadas de sujeira transportadas por sapatos. E lindas estantes ladeando degraus de escadas, que também podem ser aproveitados para receber volumes. Quem imagina uma biblioteca dessas provavelmente desconhece que livro é um imã de poeira, uma incubadora de ácaros, traças, fungos.

Para abrir o ano

“Para começar, olha quanto livro. Lá estavam seus comances de Edith Wharthon (...); o conjunto completo de Henry James (...); um monte de Dickens, uma pitada de Trollope, além e boas doses de Austen, George Eliot, e das temíveis irmãs Brontë. (...) Lá estavam os romances de Colette que ela lia às escondidas”.

Um tempo pra vadiar

Entrega de Oscar no domingo de carnaval atrapalha a vida de foliões e cinéfilos, jamais de leitores, que podem até escolher deixar de lado a batucada ou o cinema para se esticar na rede e tentar desbastar as pilhas de tsundokus* acumuladas por tudo quanto é canto. Desejo de me enroscar com um livro não me falta, porém dificilmente conseguirei acabar mais que três no mais alegre feriadão brasileiro.

Leituras pré-carnavalescas

2017 começa, oficialmente, em quinze dias, logo depois do Carnaval – época de festa e descanso. E se o folião é leitor contumaz, vai recuperar as forças - para enfrentar blocos, bailes e desfiles - na rede, na companhia de leitura rápida e relaxante. A primeira lista do ano tem boas sugestões para quem quer uma boa folia literária.

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