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Pessimista é o “sempre do contra” ou realista?

Pessimista é o “sempre do contra” ou realista? Foto: Divulgação Pessimista é o “sempre do contra” ou realista?

Venho dizendo há pelo menos dois meses que, vários analistas/economistas de grandes corretoras estavam animados demais com as possíveis reformas da economia tanto brasileira, como a americana com a posse do novo presidente.

A bolsa brasileira subiu no vácuo, ou seja, sem suporte dos fundamentos das empresas, de 37.046 em janeiro/16 para 69.446 pontos em fevereiro/17. Uma alta de 87,5%, basicamente puxada pelas 05 maiores blue-ships. 

Muito se falava que iria haver um tsunami de dólares para a nossa economia; podemos dizer que alguma coisa realmente entrou, mas via economia real e captação das empresas. O tal movimento “gringo” para a bolsa brasileira não veio e nem vai vir enquanto não for conhecido o próximo presidente da república. 

Uma grande corretora e uma nova casa de análise, que arrebanhou um monte de seguidores prometendo mundos e fundos de rentabilidades, disseram que o Brasil havia mudado, que nossa taxa de juros iria pular de 14% para 8% e o Ibovespa ia atingir os 75.000 pontos. Isso seria lindo se eles não tivessem esquecido da principal variável da equação – nossos políticos. 

Primeiro a lava-jato é irreversível e existia ainda por vir toda a delação a Odebrecht, já se sabia que ia atingir diversos políticos da base governista, atrapalhando a governabilidade, e em segundo lugar, o apelo por ajustes fiscais vindos somente das reformas da previdência e trabalhista era fadado a demorar mais do que o previsto por um simples motivo, ninguém aguenta mais ver as mordomias que os políticos de todas as esferas e as do judiciário, então, lógico que haveria “trocentas” emendas a serem apensadas para posterior votação. 

Mais uma vez, vejo esses jovens otimistas tomando um tapa na cara dos políticos e principalmente da índole do brasileiro. 

Como a nossa bolsa de valores acompanha o que acontece nos EUA, abaixo falarei dele para que os investidores de renda variávelfiquem mais espertos. 
No caso dos EUA, a economia veio se ajustando dentro de uma crescente normal para uma economia de 1º mundo, mas a alta do principal índice acionário, o S&P 500, de 1811 em janeiro/16 para 2400 em fevereiro/17 – alta de 32%, foi basicamente puxada pela recompra das ações pelas próprias empresas. Mas qual o motivo disso?

Simples, enquanto a taxa básica dos bonds americanos estavam com yields na casa dos 1,2% ao ano, valia mais comprar ações das empresas que pagavam mais em dividendos. Mas e agora, com o FED aumentando as taxas internas, vale a pena continuar se arriscando na renda variável ou migrar para os Bonds? 

E para finalizar, será que o atual presidente dos EUA veio mesmo para mudar tudo que ele prometeu, ou foi só mais um marketeiro como foi a Srª Dilma nos pleitos de 2010? S[o sei que correção dos mercados começou e quem não se protegeu vai ter que esperar as cenas dos próximos capítulos.

Eduardo Serpa Coelho

Bacharel em Administração, certificado pela ANCORD, registrado na CVM como agente autônomo de Investimentos, Planejador Financeiro CFP® pelo IBCPF. Sócio da Way Investimentos, com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, atuando em empresas de médio porte e bancos, tem como experiência principal no segmento de bolsa de valores e BMF.

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