Talentos: reter ou engajar?

Talentos: reter ou engajar? Foto: Divulgação Talentos: reter ou engajar?

O termo “retenção de talentos” é comumente utilizado no ambiente corporativo. Esta é uma política que, acredita-se, deva ser adotada para que a organização não perca seus talentos. Aqueles profissionais que fazem acontecer, que além de terem talento no que fazem, buscam o aprimoramento e o desenvolvimento constante, que geram resultados positivos para a empresa.

Todavia, creio que seja necessário revermos esse termo. O dicionário Aurélio nos diz que reter significa:
1.Ter ou manter firme; não deixar escapar da mão; segurar com firmeza;
2. Guardar em seu poder (o que é de outrem);
3.Guardar, conservar, manter;
4.Fazer parar; deter;
5.Ter como preso; prender, encarcerar:
6.Conservar na memória; ter de cor;
7.Reprimir, refrear, conter.

Não sei quanto a você, mas eu não gostaria de ser retida em uma organização. Eu preferiria estar engajada, sensibilizada.

Sobre o verbo engajar, o Aurélio nos diz o seguinte:
1. Aliciar para serviço pessoal, ou para emigração;
2.Obrigar-se a serviço por engajamento;
3.Alistar-se ou profissionalizar-se em força armada;
4.Filiar-se a uma linha ideológica, filosófica, etc., e bater-se por ela; pôr-se a serviço de uma ideia, de uma causa, de uma coisa;
5.Empenhar-se em dada atividade ou empreendimento.

Na era em que vivemos, qual a efetividade de qualquer tentativa de “reter talentos”? Agora, qual a probabilidade de eu, você ou uma organização, sensibilizarmos as pessoas para trabalharem a serviço daquilo que elas acreditam daquilo que faz sentido para elas? Isso não lhe aprece mais consistente?

Estou falando de organizações cujos valores, missão e propósito estão explícitos e que são praticados diariamente. Estou falando de organizações que conhecem seus “talentos”, que são capazes de envolver seu capital humano em suas causas, porque essas são causas comuns. Percebem a diferença? 

Até agora eu não falei de bônus, de participação nos resultados ou de qualquer outra recompensa financeira. Isso porque o trabalhador da Era do Conhecimento não está mais focado exclusivamente no aspecto financeiro. Pesquisas indicam que hoje os profissionais valorizam aspectos como um bom clima organizacional, possibilidades de crescimento/desenvolvimento de sua carreira e qualidade de vida, por exemplo.

Uma nova era exige mudanças de paradigma, exige novas práticas de gestão com a adoção de posturas menos condutivas e controladoras e mais participativas. Práticas como esta promovem mais engajamento e envolvimento genuíno.

carreiras cynaraCynara Moreira Bastos Nazareth - Profissional com carreira desenvolvida na área da Psicologia Organizacional e Social, com foco em desenvolvimento e gestão de pessoas. Formada em Psicologia com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas, Formação em Coaching e Certificação em Assessment Training. Atualmente é Coordenadora de Carreiras do Ibmec Minas em Belo Horizonte.

Equipe Carreiras

Lais Santos Alves - Especialista em Carreiras da Faculdade Ibmec.
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Cynara Moreira Bastos Nazareth - Coordenadora de Carreiras do Ibmec Minas em Belo Horizonte.
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