Transações de Bitcoin registram alta na Argentina

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Transações de Bitcoin registram alta na Argentina (Foto: Pexels) Transações de Bitcoin registram alta na Argentina

Na semana passada, a Argentina registrou transações de bitcoin no valor de US$ 1,4 milhão, uma nova alta para o país.

De acordo com relatório da Vorem, esse número é quase o dobro da alta anterior, de US$ 0,96 milhão, registrada na última semana de junho.

Segundo o portal News Bitcoin, os cidadãos que “observaram sua moeda perder valor agora estão agora se voltando para o bitcoin” e aqueles que têm dificuldade em “transferir dinheiro fiduciário para outros países” agora usam a criptomoeda.

Os problemas financeiros argentinos, que começaram em 2018, pioraram após o bloqueio da economia induzida pelo Covid-19. A moeda do país está se depreciando enquanto a taxa de inflação está crescendo.

De acordo com um relatório do Banco Mundial, divulgado no momento em que o país implementou medidas de bloqueio, a situação econômica da Argentina apresenta um equilíbrio precário.

O peso argentino perdeu 68% de seu valor desde 2018. A inflação anual é superior a 50% e, após uma queda de 2,5% no PIB em 2018, a economia contraiu 2,2% adicionais em 2019.

Já os dados do governo nos primeiros três meses mostram a economia encolheu 4,8%. O desemprego aumentou para mais de 10% no mesmo período.
Enquanto isso, Vorem cita "analistas" que prevêem que a economia encolherá 10% até o final de 2020. A Argentina, uma das maiores economias da América Latina, enfrentou problemas econômicos persistentes que remontam a várias décadas.

Segundo o portal News Bitcoin, as crises são atribuídas a vários fatores, incluindo a insistência no uso de uma moeda supervalorizada, empréstimos em larga escala e falta de apoio financeiro por instituições multilaterais.

Após a crise entre 2001 e 2002, o país dolarizou ao tentar restaurar a confiança. Essa política foi abandonada em favor de um retorno do peso.
Novamente, economistas de destaque estão pedindo um retorno à dolarização, mas, como sugere o relatório Vorem, os cidadãos "podem estar buscando um porto seguro em ativos de criptografia".

(Redação – Investimentos e Notícias)